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conversar

Naquele dia, tudo aquilo que lhe apetecia era ficar enroscada no sofá, curtindo uma dor que se recusava a ir embora. Dava por si debruçada sobre si mesma, sentindo um sufoco que não a deixava ver mais além do que o seu próprio corpo. Andava de cabeça baixa. Vivia rodeada de tabuletas que a impediam sempre de fazer aquilo que ela queria. Sentia a falta constante de algo ou alguém. E a sua vida ia ficando cada vez mais pequena, cada vez mais atrofiada. E em todo este processo, a esperança era a primeira a morrer.

Em conversa ao telefone com uma amiga, rebentou a chorar. A amiga, que não esperava este tipo de avalanche por parte dela, aconselhou-a a ir a um psiquiatra. Ela precisava definitivamente de tomar anti depressivos.

Mas algo dentro dela lhe dizia que essa não era a solução. Se o problema estava dentro dela, então só teria de sair. Pular daquele espaço onde se via a afundar. E procurar um outro onde pudesse se sentir útil. Era isso, ela precisava sentir a vida fora dela.

Então ligou ao seu velho amigo com quem as conversas não tinham hora para acabar. Foram tomar café. E, como sempre, conversaram muito. Muito mesmo. Do que pensavam, do que sentiam. Da forma como viam a vida, as pessoas, as relações. Ela ouviu os planos dele. Ele escutou as palavras dela, mesmo aquelas que ela não queria transmitir. Acabaram ambos a sorrir, com respeito e alívio. Sem se darem conta, falaram de esperança. E devolveram um ao outro essa luz que nem faziam ideia que estavam a transmitir.

Às vezes uma boa conversa pode ser redentora. Se ambos estiverem a olhar na direção certa, onde a solução aparece como um objetivo. Quando o simples facto de sairmos de nós e ouvirmos o outro, partindo para um espaço onde ambos possam crescer em conjunto, se torna a maior das bênçãos. Então já não se trata de “desabafar”. Trata-se de procurar, em conjunto, pelo meio dos meandros da vida, um caminho que faça sentido. E uma justificação para as nossas dores que assim se diluem na magia da empatia.

Se esta história ressoa consigo, procure um bom amigo e reflitam em conjunto sobre um tema importante. Depois riam de alguma coisa. Se sentir que pode ajudar ouvir uma visão externa do seu problema, avance. Se achar que falar dele só vai torna-lo/a mais frágil, busque nesse encontro a inspiração que precisa para voltar a si mais arejado/a.

Se não tiver esse amigo, considere a hipótese de procurar um terapeuta. Faça uma limpeza energética. Com Reiki, por exemplo. É importante falar. Dentro de nós, o espaço facilmente se encerra. Respirar é preciso. Então respiremos esta semana, mais do que nunca. E que a vida de abra de par em par.

Abraços luminosos.

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sol

Dentro de nós existem muitos espaços. E acontece ao longo do dia percorrermos todos eles. Nuns passamos de raspão. Noutros sentamo-nos só um bocadinho. Noutros parece que ficamos presos. Até ao momento em que algo nos acorda e lá vamos nós para outro lugar.

Somos mesmo assim, inconstantes. Vagueamos pelos nossos espaços emocionais ao sabor das experiências que vamos tendo. Acolhendo tudo aquilo que nos acontece, uma vezes com alegria, outras nem por isso.

Ao longo do nosso dia, já para não falar da nossa vida, entramos e saímos, vezes sem conta, nestes espaços interiores. Encaremo-los exatamente assim, como salas onde decidimos entrar para só sairmos quando recolhermos delas aquilo que precisamos para continuar o caminho, com coragem e determinação.

Então todos os momentos que nos causarem tristeza, vergonha, excitação, desapontamento, irritação, mágoa, medo, frustração, dor, todos eles têm algo que precisamos colher para que possamos crescer em empatia e maturidade. E pouco a pouco, por entre muitos galos mas muitas celebrações, vamos percebendo quem somos: Seres humanos cheios de imperfeições, mas perfeitos mesmo assim. Extraordinários nas suas histórias, plenas de episódios incríveis de superação.

A Leitura da Aura ajuda-o a encontrar o fio condutor que lhe devolverá a motivação. O Reiki limpa-o de todo o peso que não quer mais carregar. E o Coaching permite-lhe percorrer todos esses espaços interiores, com consciência, esperança e autoconhecimento.

Nesta semana que hoje começa, erga os ombros. Sorria ao sol. Sorria à vida. Olhe para os outros como tesouros por descobrir. Apenas isso. E vai ver que a vida terá outro sabor.

Desejo a todos uma semana inspirada e muito muito luminosa.

coragem Acontece ao longo das nossas vidas termos um ou dois objetivos que colocamos nas passas de cada início do ano como sendo os nossos maiores desejos. E passam-se anos sem que consigamos que aquelas passas cresçam na vida.

E sem nos darmos conta, vamo-nos instalando numa certa forma de viver em que, inconscientemente, já consideramos aquele objetivo, porque há sempre um que é ainda maior do que o outro, como impossível de alcançar. Pelo menos, por nós.

Vamos vivendo o melhor que conseguimos, aprendendo, crescendo. Fazendo com que a nossa vida tenha sentido. Caindo e levantando. Mas aquele desejo está lá, mesmo que seja instalado numa nuvem. Não acreditamos nele, mas desejamo-lo mais do que tudo.

Até ao dia em que, surpreendentemente, a hipótese de o realizar está à nossa frente. E se ele aconteceu é porque, mesmo que sem darmos por isso, criámos as condições para que aquele momento surgisse. A vida diz-nos então que o nosso momento chegou e que agora a “batata quente” está do nosso lado.

Então podemos sentir um de dois sentimentos:

  • Ansiedade; porque realizar um objetivo há muito desejado implica uma mudança na nossa rotina. E drástica. E isso requer energia. Mas a energia certa.
  •  Confiança; porque sentimos que merecemos. Finalmente a vida está a dar-nos retorno. Deus ouviu as nossa preces. E chegou a nossa vez de subirmos ao podium.

Claro que este é o estado ideal. Mas temos de ser francos, nem sempre o sentimos de imediato. A ansiedade inicial é perfeitamente natural. Por isso, há que lidar com ela. Porque a verdade é que chegou a nossa hora. E se chegou a nossa hora, então há que seguir em frente com a confiança que a nossa paixão implica. E, acima de tudo, a vontade.

Por isso a pergunta que se impõe passa a ser a seguinte: É mesmo isto que eu quero? Do fundo do meu coração? Se a resposta for sim, unanimemente dada por todas as suas células, então não há nada a temer. Avance.

Se precisar de uma dose de confiança, pode optar, ou por uma sessão de Reiki para limpar tudo o que está a destabilizar ou uma Leitura da Aura, para lhe lembrar em quem você se tornou com o caminho que fez. Ou seja, o que justifica estar no ponto onde está, com as referências que o seu inconsciente lhe der para que o clic surja.

Se a sua situação for de mudança boa, realização de objetivos há muito desejados, acredite: Você mereceu.

Se ainda não está nesse ponto, continue a acreditar. Sempre. Faça o melhor por si em cada momento. Esteja atento à vida. Faça parte dela. E no momento certo, a mão certa estender-se-á para si.

Abraços luminosos e uma semana inspirada para todos.

mar
Aprendi que a vida é como um banho no mar.
Por vezes precisamos de ir ao fundo para descobrirmos paisagens só possíveis dessa maneira.
Outras alturas, preferimos estar à superfície, interagindo com o mundo à nossa volta, conversando, rindo. Observando. Registando.
Para crescermos, precisamos de tudo isto.
Estar dentro e fora. De dentro para fora. E também de fora para dentro, integrando as nossas experiências.
Que nesta primeira semana do ano possamos ter esta consciência, mesmo que o mar, nesta altura, apenas nos convide a refletir com ele.
Abraços luminosos.

Em pleno rescaldo natalício, eu e uma amiga falávamos de egoísmo e de rótulos.

A minha crónica da Sábado online de Dezembro: “Quando o egoísmo é sinal de sabedoria“. Podem lê-lo AQUI.

Desejo a todos um Ano 2018 inspirador, renovador e cheio de Amor.

Abraços luminosos.

Girls jump to the New Year 2018 at sunset.

Se acha que em 2018 a sua vida tem de mudar, comece de dentro para fora.

Prepare-se a partir do ponto onde está, rumo ao seu objetivo. Passo a passo.

O trabalho que faço com Coaching é pessoal porque está consigo, bem atento à sua história, ajudando-o/a a contá-la, a recriá-la e a encontrar assim o sentido da sua vida.

É a partir desse ponto que a mudança se dá.

É, pois, um trabalho focado na auto estima e motivação, pilares fundamentais que precisam ser trabalhados para que este ano não seja mais um ano de objetivos frustrados.

Mesmo não optando pela minha ajuda, acredite que é em si que tudo começa. Nesse exato ponto onde está, cheio de medos, inseguranças e traumas. Mas também de tantos outros recursos maravilhosos, mais valiosos do que pensa. Encontre a sua forma, mas não deixe de fazer essa viagem.

Abraços luminosos e votos de um 2018 transformador.

natal

Para o nosso país, este foi um ano de extremos. Festejámos alegrias únicas e mágicas, e chorámos duas terríveis tragédias. Pelo meio, perdemos pessoas queridas por muita gente. Foi um ano difícil de classificar. Foi bom? Foi mau? Foi…um ano movimentado. Revolucionário. Talvez bom e mau. Abençoado e esmagador.

Curiosamente, no meio de tanto tumulto, houve algo que não morreu e se destacou ao longo do ano: A solidariedade. Juntos celebrámos e chorámos. Muitos se movimentaram para ajudar quem precisou. Figuras públicas e anónimas. Ricos e pobres. Várias gerações.

Apesar de muitas ameaças e notícias que afetam a nossa confiança. Mesmo assim, ninguém ficou indiferente ao seu próprio país. E é importante destacar e valorizar o que de bom se manifestou para continuarmos a acreditar em nós e no futuro. Apesar de tudo. Aquilo que valorizarmos, é o que vai crescer nos nossos corações.

A nível mais particular, foi um ano de algumas perdas de pessoas importantes. Mais importantes ainda para as famílias que deixaram mais pobres. O primeiro Natal sem a presença de quem sempre o iluminou é inevitavelmente triste. Não houve tempo para arrumar os afetos e o Natal é a expressão máxima deles. Talvez ajude acreditar que algures no céu, uma estrela de Natal brilhará com mais força. E quem sabe, até a podemos ver da janela na nossa consoada. E se não estiver visível, estará certamente a espreitar por detrás de uma nuvem. A cadeira estará vazia. Mas o lugar da sua alma não caberá mais ali. Se estiver nesta situação, coloque a mão no seu coração. Se sorrir, então saberá que a pessoa está no sítio certo. E em paz, partilhando-a consigo.

O Natal pode ser assim especial, se o criarmos dentro de nós. Então em vez da amargura, vamos conseguir sorrir, descobrindo a generosidade de dar e receber o melhor que temos para oferecer. Encontrando esta solidariedade que realmente existe. Pode não ser em toda a gente. Mas a corrente está lá para quem dela precisar. Nos afeitos que construímos. Nas pessoas a quem amamos. Naquelas que em algum momento fizemos felizes. Ou continuamos a fazer felizes.

Dizem que o “Natal é quando um homem quer” e essa frase é dita com alguma ironia. A verdade é que estamos na época mais sensível do ano. Cabe a nós decidir se queremos que ela seja de revolta, se de amor.

Aceitar o abraço. Partilhar o momento. Valorizar as pessoas que nos amam e que fazem parte da nossa vida. Todas elas, as que partiram mas também aquelas que continuam aqui, celebrando mais uma época ao nosso lado. Decidir que é o Amor que nos move. Mas decidir mesmo. No coração.

Então abriremos um espaço que, mesmo não sendo perfeito, será pelo menos quente.

Um Natal aconchegante para todos.

Abraços muito luminosos.