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Passamos muito tempo a ouvir que devemos enfrentar aquilo que nos limita. Que fugir é um ato de cobardia. Que só os fracos fogem dos desafios. E que enfrentar é um ato de integridade que só os corajosos são capazes de fazer.

E estará tudo isto errado? Não. Claro que não. Tudo isto está muito certo. Agora, nem todas as fugas querem dizer o mesmo. Saber distingui-las é respeitarmos os nossos limites. E só nos podemos saber quais são.

Fugir pode ser a única saída para aquelas alturas em que nos sentimos sufocados. Em sufoco, não há decisão que venha com segurança. Não há atitude que contenha confiança. E não há pensamento que envolva lucidez. A intuição está surda. E o coração não sai do mesmo sítio, numa ladainha constante que, misturada com a culpa, nos deixa num lugar sem janelas.

Então abandonar os locais que nos cansam, mudar de assuntos, passear com os pés descalços, tomar banho de mar, conhecer sítios novos, encontrar lugares e contextos onde tudo aquilo que nos oprime perca importância e ainda estar com quem nos faça soltar umas boas gargalhadas, pode ser absolutamente vital.

Fugir passa a ser sinónimo de libertação. Às vezes precisamos mesmo de fugir para nos encontrarmos de novo. Mergulhar para voltar ao de cima, mais frescos e relaxados.

Fugir pode ser também sinónimo de escapar. Ao termos a coragem de tomar consciência que não conseguimos estar à altura daquilo que a vida nos pede, recuar para um lugar onde nos podemos encontrar, é ganhar outro olhar sobre aquilo que nos limita. Essa pode ser a única forma de deixarmos de sentir-nos vítimas para ganharmos a lucidez que a humildade implica para compreendermos o que nos falta fazer, aprender, estudar, ler ou comunicar para conseguirmos alcançar os nossos objetivos.

Se precisar fugir, fuja. Mas fuja com consciência. Liberte-se das suas amarras para decidir sem elas. Voe se tiver de voar. Aprenda a voar, se for esse o caso. Só então estará apta a voltar ao lugar de onde um dia partiu e tomar finalmente as suas decisões.

Um processo de Coaching Pessoal faz consigo esta viagem ao interior de si mesma. Uma Leitura da Aura prepara o caminho. E o Reiki leva-lhe a serenidade que precisa, como se fossem os ténis certos para a corrida.

Abraços luminosos.

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esperanca

A esperança é a última a morrer”, como diz o povo. E de facto, a esperança é o alimento maior da nossa alma. Aquela força que nos faz seguir em frente, remando contra ventos e marés. Acreditando, mesmo sem ver. E visualizar antes de conseguir concretizar.

A esperança é muitas vezes solitária, assente em alicerces nem sempre suficientemente estruturados. Então para muitos soará como um sonho impossível. As mentes mais racionais podem insistir para que deixemos pelo caminho aquilo por que lutamos. No fundo, estão a dizer que não acreditam que tenhamos o suficiente para sermos bem sucedidos. Se for este o seu caso, encare essa opinião como um desafio. E dê-lhe a volta. Talvez essas pessoas estejam fixas aos rótulos com que sempre a identificaram. Ou têm demasiados medos para arriscar sair das suas rotinas. Ao darmos ouvido a estas vozes, enchemos a esperança de buracos, onde as fugas de ar constantes parecem esvaziá-la. Então entramos numa luta sem fé para mante-la viva. Quando o que precisamos é parar, procurar um lugar que nos lembre onde estamos ou alguém que nos devolva num minuto aquilo que vínhamos a perder provavelmente há semanas.

Nutra-se assim com a luz que lhe traz de volta a esperança que é afinal a essência daquilo que nos move.

Para que a esperança seja mesmo a última a morrer, saiba filtrar tudo aquilo que lhe dizem. Talvez precise estudar mais, sair mais, arranjar-se mais. Talvez precise de um terapeuta, um amigo, uma viagem. A esperança requer uma postura ativa, para que não esvazie à primeira picada

Seja qual for o seu lugar neste momento, saiba que não há impossíveis para quem nunca baixa os braços. O caminho pode ter buracos, a  noite pode parecer longa, mas acredite na força da sua pegada, no fogo do seu coração e na luz do seu olhar. Então, pode ter a certeza, será capaz de atravessar qualquer deserto.

Abraços luminosos

 

Warwick-Davis

Todos temos telhados de vidro. Zonas perigosas. Tabuletas proibidas. Territórios que não queremos ver revelados. Lugares solitários, muitas vezes escondidos por debaixo das almofadas.

A vergonha esconde-nos dos outros, e funciona como um papel onde escrevemos algo valioso, para logo o amachucarmos sem dó nem piedade.

Porque a vergonha encerra em si o dom da particularidade. Sendo uma forma de fobia, ela grita-nos que não estamos à altura. Que aquilo pelo qual nos envergonhamos nos pode impedir o caminho. Quando, na verdade, é o peso que lhe damos que a torna um problema.

Todos queremos ser “normais”, mas admiramos a ousadia daqueles que assumem as suas particularidades. Já pensou de que lugar é que elas surgem?

O sentido de humor ajuda muito a olhar para a vergonha de frente. Existe uma série cómica no canal Netflix que se chama “Life’s too short” que simula um documentário da vida de um ator anão, Warwick Davis. Ele próprio brinca com a sua condição e, não só criou uma série genial, como é o um dos mais famosos atores anões do cinema.

Se a realização dos seus sonhos implicar enfrentar a vergonha, não hesite. Aceite as suas fragilidades e transforme-as em forças. Honre a sua história e vá em frente. Vai ver que, ao fazê-lo, a vergonha deixará de ser um problema. E quase sem dar por isso, estará, se não resolvida, pelo menos muito mais atenuada.

Abraços motivadores e sempre sempre muito luminosos.

Nota: Um processo de Coaching Pessoal é muito bom nestes casos, caso não consiga sozinho.

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O caminho deve ser pessoal, mas não solitário. Desenvolva os seus talentos para que o mundo deles possa beneficiar. Permita-se experimentar coisas novas. Dizer o que sente. Abrir o seu coração quando isso implicar uma oportunidade de ser ou fazer alguém feliz. Traga para a sua vida novas histórias que a enriqueça e a eleve. E no final do dia, guarde o que viveu no lugar sagrado das suas experiências. Agradeça à vida tal como ela é. E que os momentos que não estão a ser os melhores, possam eles revelar a beleza que acabam por esconder. Os afetos que afinal serão a recompensa de tudo aquilo que deu até agora aos outros.

Lembre-se, dar é tão bom como permitir-se receber. Aceite o que lhe é oferecido de coração. Provavelmente, merece-o.

Encare esta altura do ano como o fim de um ciclo e prepare-se para novos ventos e novas marés. Comece por si. O resto, virá no fluxo do impulso que quiser dar à sua vida.

Uma Leitura da Aura ajuda-o a perceber onde está. O Coaching Pessoal a delinear um caminho, partindo do lugar onde se encontra. E o Reiki a equilibrar as suas emoções para que o caminho possa ser feito o mais em paz possível.

Abraços luminosos.

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Há alturas na nossa vida em que acreditamos que o Sol nem sempre brilha para todos. Se para uns, o Sol é recebido com alegria e com ele vivem lindas histórias de liberdade, amor e abundância, outros há em que a luz do astro rei apenas põe a nu as ausências que doem mais por não terem refúgio.

O Sol revela-nos. E diante da sua presença, constatamos muito claramente em que fase nos encontramos. Tranquilos? Apaixonados? Felizes? ou tristes? Solitários? Vazios? O Sol obriga-nos a esse confronto com as nossas necessidades mais profundas e por isso é importante fazer alguma coisa para que esta época não seja vivida de uma forma sombria.

Algumas dicas:

  • Dê longos passeios em sua companhia. À beira mar ou na natureza. Escolha um início da manhã ou final da tarde, quando o sol ainda está tímido. Mas sem forçar.
  • Tome um bom banho no mar. Com consciência. Sinta como ele a renova e a purifica. Lembre-se que o mar não muda, seja qual for a sua fase. Deixe que ele cuide de si, a envolva e a devolva à terra mais protegida. Se não gostar de mar, pode optar por rio ou piscina.
  • Vá para um lugar bonito na natureza, com uma cadeira ou toalha, e leia um bom livro. Aprender é sempre uma boa forma de inspiração.
  • Experimente fazer uma Leitura da Aura. Esta pode ser uma excelente altura para o fazer. Assim, parte mais leve para o seu Verão.

Que o Sol brilhe para si, com toda a sua alegria. Possa agora sair desse lugar onde está cansada de estar e deixe-se ir ao sabor dos seus desejos e vontades. Acredite que, no final de tudo, encontrará a força que precisa para mudar a sua vida.

Abraços luminosos.

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Entrou na minha sala, fingindo naturalidade. Falava sem parar, como se fosse habitual para ele, um homem com uma vida dedicada à lógica e aos números, fazer uma Leitura da Aura. Sentia um misto de vergonha com curiosidade. Mas deixava claro na sua postura que não estava disposto a ser enganado. “Há muita aldrabice por aí”, dizia ele. “Há pois. Como em tudo na vida.”, respondi-lhe, sorrindo. Ele retribuiu o sorriso, em jeito de concordância.

Já nos nossos lugares e após um breve momento de silêncio, em que lhe pedi para me contar um pouco da sua história, acabou por me confessar: “Estou um bocado nervoso.” Oiço tantas vezes isto que já me sai com rapidez a resposta: “Deixe lá, não é o único. O nome “Leitura da aura” não é de facto muito tranquilizante. Vamos antes chamar-lhe “Viagem à procura das histórias do seu inconsciente”. Parece-lhe melhor?” Suavizou. Mas sempre alerta. Queria saber que histórias eram essas, onde estavam realmente e como faria eu para encontra-las. Muitas perguntas, antes mesmo de serem reveladas as respostas, tão ao jeito das pessoas mentais.

Expliquei-lhe o que íamos fazer. E começámos a viagem. Para minha surpresa, encontrei um homem altamente intuitivo e talentoso por um lado, e por outro, com uma disciplina, rigor e método tão acentuados que o faziam ser altamente competente na sua área de negócio. E ele gostava do que fazia, do dinheiro que ganhava. Da estabilidade que tinha, “tão difícil de conseguir nos dias que correm”. Agora o desenho e a pintura, que outrora lhe levavam horas de dedicação, estavam de parte por falta de tempo. Tentava ser criativo como podia, mas uma tristeza tomava conta dele sem lhe conseguir dar um nome. Tinha um bom emprego. Uma excelente relação com a sua mulher. Mas não conseguia encontrar paixão na sua vida. Sentia-se a maior parte do tempo, sufocado.

Uma das metáforas do seu inconsciente deu-lhe uma visão clara do teor da sua exigência pessoal e da forma como se via a si mesmo. Encarar as suas questões desta forma indireta, permitiu-lhe uma maior clareza sobre os seus comportamentos, encontrando uma forma de os resolver.

Naquele momento compreendeu também que a sua vida teria de respeitar a sua natureza e não o seu ideal.

No final da leitura, encontrei-o silencioso. Bebeu outro copo de água praticamente de enfiada, antes de aceitar os bombons que lhe ofereci.

Quando lhe enviei a leitura por email, respondeu-me de volta que tinha gostado muito da experiência e que sabia agora o que teria de fazer.

Em anexo ofereceu-me um dos seus desenhos. Absolutamente surpreendente.

É maravilhoso quando deixamos cair as nossas máscaras e nos revelamos na nossa originalidade. Queremos tanto ser “normais” que abandonamos aquilo que nos torna únicos. Aprendi então que a tão ambicionada serenidade surgirá no dia em que ousarmos ser inteiros.

O nome e a história estão levemente ficcionados para que o protagonista não possa ser identificado.

Abraços luminosos.

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Esta é uma história cheia de heróis, como tanto se falou. Um mergulhador morreu no decorrer desta operação e muitos outros, tantos, conseguiram o inimaginável. Já para não falar da tão falada admirável capacidade de liderança do treinador, assim como daqueles pequenos jovens que conseguiram comportar-se com uma calma e coragem que tanto nos tocou. Todos eles personagens impressionantes de uma história que mais parece ficção.

O mundo inteiro testemunhou um autêntico milagre. E por isso, no rescaldo desta história que uniu todos os continentes numa só voz, é bom refletirmos nos ensinamentos que esta história nos trouxe. E foram muitos.

Senão vejamos:

União. O espírito de equipa, a motivação para trabalharem todos para o mesmo fim. Assim, consegue-se fintar o impossível e enfrentar-se os momentos mais difíceis. Aquele grupo ensinou-nos que não se vai longe olhando apenas para o nosso umbigo. Reflexão muito importante a fazer nas empresas. E não só.

Foco. Este treinador ensinou-nos a importância fundamental da meditação no controle da ansiedade, neste caso reforçado com a criação do objetivo comum de serem encontrados. E o milagre deu-se. Quantos de nós se sentem enclausurados em autênticas grutas interiores! Há sempre uma saída, mesmo que não seja clara. Meditemos sobre ela, acreditemos. Saibamos esperar, sem nos abandonarmos, para que no momento certo estejamos preparados para aceitar o nosso ambicionado prémio. Controlando a mente, controlamos a nossa vida e os resultados que dela obtemos.

Responsabilidade. O treinador pediu desculpa aos pais por ter colocado os filhos naquela situação. E isso chama-se “responsabilidade”. Errar todos erramos. Fazemos disparates que nos podem sair muito caro. Caro demais. Mas a ele foi dada a possibilidade de corrigir o erro, inspirando o mundo e conquistando um lugar na História. Talvez ele tenha uma missão muito maior do que ser treinador. A vitimização perante más escolhas, a nossa tendência natural e humana, fragiliza-nos e nada constrói. A responsabilidade diante da nossa vida dá-nos força e uma extraordinária capacidade de superação.

Perdão. “Quem os mandou entrar numa gruta perigosa, ainda por cima, a chover, em plena época das monções?” Isto é o que tentamos calar, nós, europeus, colocando-nos na pele daqueles pais desesperados. A verdade é que estes, ao manterem-se serenos, meditativos, sem revolta nem atitudes impulsivas, deram-nos uma extraordinária lição de simplicidade e de fé E assim vimos a grandeza deste povo. Aprendemos assim que a culpabilização é paralisante. Quantas vezes fechamos o coração por não conseguirmos a empatia necessária que leva ao perdão? Perdoar não é esquecer. É sim ser capaz de seguir em frente.

Amor. A maior de todas as lições. Naquela praia reuniram-se, para além das famílias, imensos voluntários. Monges. Equipas de salvamento. Jornalistas. Aqueles miúdos na gruta foram encontrados a sorrir. Nenhum deles em estado alterado. Nenhum! Aquele treinador já os tinha salvo muito antes de serem encontrados. A forma como todos nós deixámos tocar por esta história, as lágrimas que derramámos e as orações que fizemos, vieram de um lugar muito bonito em nós. E assim se provou a força que o amor tem. Só ele consegue tanta generosidade, determinação e vontade. Por isso, o que perdemos dos outros quando insistimos em alimentar ressentimentos e zangas mesquinhas que em nada nos acrescentam? Vale mais a pena ter razão ou viver em paz?

Possam estas catástrofes servirem para muito mais do que um filme. Que sejam integradas na nossa história e nos façam viver as nossas vidas com muito mais sentido.

Abraços luminosos.