Feeds:
Artigos
Comentários

broken heart

Às vezes sem darmos conta, magoamos alguém a quem amamos. Dizemos as palavras erradas. Agimos de forma excessivamente protetora. Metemos o nariz onde não somos chamados com a intenção de ajudar. Damos opiniões quando elas não são precisas. Agimos de forma impulsiva. Por vezes até gritamos. Outras, discutimos. Podemos provocar lágrimas. Mágoas. Dores imensas. Revoltas. Zangas.

E no entanto, tudo isto pode ter uma só palavra por detrás: Amor!

Então se esperamos que o Amor traga às relações paz, generosidade, alegria, cumplicidade e harmonia, então porque damos por nós a atribuir outra conotação a tão nobre sentimento? O que nos leva a viver o Amor de uma forma tão inquieta?

O Amor pode surgir como sinónimo de superproteção. E sabemos o quantas vezes ela é excessiva. É o caso dos pais em relação aos filhos. Não querem que eles sofram, que batam com a cabeça. E na ânsia de os proteger, retiram-lhes a oportunidade de crescerem com os erros. Ou até, quem sabe, de aprenderem com os filhos a humildade de aceitarem que nem sempre têm razão. E na aceitação das diferenças e dos espaços de cada um, encontram um amor mais saudável.

Também há o Amor sinónimo de insegurança. Queremos saber tudo. Controlar os passos do outro. Seja para aquietar a nossa ansiedade, seja para garantir a segurança da pessoa de quem tanto gostamos. Algo semelhante à proteção, mas que pode ser recebido como uma forma de controlo. Onde estará o amor nestes casos? Ou por outra, onde será que ele adoece? Talvez esteja na hora de olharmos para dentro. Estaremos a transmitir de uma forma clara o nosso amor? Estaremos demasiadamente intolerantes para o saber receber?

O Amor saudável é um bálsamo, tanto para quem dá como para quem recebe. E nestes casos, ambas as partes florescem. Quando isso não acontece, morre a empatia. Morrendo a empatia, o amor fica doentio. E doentio, não nutre como gostaríamos. Então ficamos tristes, ressentidos.

Talvez o Amor deva ser mais livre, mas atento. Perspicaz, sem ser evasivo. Mas também com a capacidade de perdoar quem não o sabe demonstrar da forma que gostaríamos. Se existir Amor, há que levantá-lo ao seu mais alto patamar. Deixar que ele dite as regras. Que faça os ajustes que tiver de fazer. E melhorar assim relações que só têm a ganhar com a maturidade de um Amor maior que tudo abraça.

Então descobrimos a profundidade de um sentimento que sabe reconhecer o que é realmente importante. Que ultrapassa todos os ressentimentos. Que consegue encolher os ombros, abraçar e tocar onde realmente interessa.

O Amor torna-se assim um Valor. Sem ele, a vida não faz realmente sentido.

A Leitura da Aura ajuda-nos a encontrar o amor em nós e “por” nós. O Coaching Pessoal a utiliza-lo da melhor forma. E o Reiki a serenar o nosso coração, de forma a darmos espaço ao perdão ou à humildade.

Possa durante o resto desta semana, o Amor Maior falar mais alto nas nossas vidas. E que seja ele a comandar os próximos passos.

Abraços luminosos.

É com muito prazer que vos ofereço a minha crónica de Julho para a revista Sábado online.

Esta tem o título de “Porque estamos tão sozinhos?”. Podem aceder ao artigo, clicando AQUI.

Abraços luminosos.

 

adiar

Há três dias partiu uma pessoa que eu nunca cheguei a conhecer: Francisco Varatojo. Desapareceu de uma forma inesperada, um homem que respirava saúde e alegria, segundo os imensos testemunhos de pessoas comovidas que com ele privaram.

Lamento profundamente a sua partida. E lamento muito mais o facto de ter adiado por tanto tempo, tempo que agora não tem como voltar, uma consulta com ele.

Porque considerava que a alimentação não era assim tão prioritária. Tenho bons hábitos, já fiz tantos cursos de cozinha saudável. E bons. Mas uma consulta com este homem sábio era uma vontade que eu tinha constantemente adiada. Vinha e ia e nunca a realizei. E constatar que já não o vou poder fazer, deixa-me tristemente pensativa.

Quantas vezes não nos habituamos a adiar? Sabemos o que temos a fazer, o que queremos, o que pode ser importante para nós. Mas arranjamos mil e uma desculpas para não avançar. Porque quebrar hábitos exige coragem. Alterar a nossa ordem em busca da felicidade, custa. Parece irónico, mas sabemos que é assim que funcionamos. Conhecemos a nossa realidade e é muito fácil deixarmo-nos arrastar por rotinas mornas, em busca de uma paz que insiste em não chegar. Muito pelo contrário. Damos connosco numa sonolência que nos esgota. E não leva a lado nenhum.

Esquecemo-nos de que as oportunidades fogem. As pessoas partem. Os caminhos mudam. As circunstâncias alteram-se. Os momentos certos dissipam-se. E em nós fica a amarga ilusão daquilo que poderia ter sido.

Possa esta semana que agora se aproxima, refletirmos bem em tudo aquilo que estamos a adiar na nossa vida. Conversas. Declarações de amor. Consultas. Experiências. O que for. Saiba que cabe a si dar um passo em direção a algo novo que lhe vai trazer uma imensa sensação de poder pessoal. De alegria. E sobretudo, de clareza.

Às vezes precisamos de abanões para refletir. Esta semana tive o meu. Possam agora estas palavras vos incentivar a deixarem de adiar os vossos impulsos de vida.

À família Varatojo deixo um enorme abraço.

Abraços luminosos.

malmequer

Mulheres e raparigas, quem nunca desfolhou um malmequer para saber se somos correspondidas no nosso amor? Fazemo-lo, concentrando-nos nas pétalas, desejando que a última nos traga a resposta desejada. No final, deitamos fora os restos da flor e vamos para a nossa vida, mais felizes ou infelizes, dependendo do veredicto ditado pela flor mágica.

Contentamo-nos com as folhas que se arrancam tão facilmente, e deitamos fora o centro da flor que permanece inteiro.

E isto leva-me a um outro olhar sobre o malmequer.

As pétalas distribuem-se harmoniosamente em torno do centro da flor. Forte, bonito. Firme. As pétalas brincam ao sabor do vento, inclinam-se quando o tempo ajuda e vivem assim, felizes, coesas. Pétalas e centro, formando uma flor perfeita e, por isso, cativante.

As pétalas sem o centro, morrem por fragilidade O centro sem as suas pétalas, acaba por morrer de tristeza e desamparo.

Ao longo da vida, a nossa alma vai criando muitas pétalas. Através delas, interagimos com os outros, com maior ou menor facilidade. Com mais ou menos amor. Com alegria ou tristeza. Quando as pétalas são alimentadas pelo seu centro, são fortes, apesar das circunstâncias. Quando isso não acontece, morrem, mesmo que o resto da flor esteja bonita.

A alma precisa da proteção das nossas atitudes, para que possa crescer. Quando negamos constantemente as nossas necessidades interiores, a alma sente-se perdida, mergulhando numa tristeza que nem sempre encontra explicações conscientes. Se este for o seu caso, pergunte-se: Onde me estou a abandonar?

É certo que as soluções podem não depender inteiramente de nós. Nem tudo está ao nosso alcance e pode nem ser o momento. Agora, cabe a nós cuidar para que a nossa alma nunca deixe de acreditar no seu valor. Dando atenção ao nosso diálogo interno. Tentando uma ação diferente por dia em direção aos nossos sonhos.

Um malmequer brilha mais quando é bem regado. Assim somos nós na nossa vida. Cabe-nos a responsabilidade de estarmos prontos para quando o nosso tempo chegar.

Uma Leitura da Aura devolve-nos a esperança recheada com poder pessoal. O Coaching guia-nos até ao jardim certo. E o Reiki equilibra-nos ao longo da viagem.

Possam as nossas flores interiores serem mais bonitas esta semana. Não permita ser menos do que aquilo que sabe que é. E a vidar dar-lhe á o seu jardim.

Abraços luminosos.

loving_birds5

Sem movimento, não há alento.

Sem alento, não há bom sentimento.

Que venha um certo vento.

Certeiro e pachorrento.

Que nos varra o tormento.

E nos traga bom sustento.

Uma brincadeira poética para alegrar o vosso dia.

Abraços luminosos.

afinando

Um belo dia, a Mente e o Coração resolveram dar um passeio. Sabiam exatamente onde queriam ir. Mas teriam de ir os dois, mesmo que essa ideia não lhes agradasse por aí além.

O Coração achava que a Mente era uma desmancha prazeres. E a Mente achava o Coração um alienado inconsequente e irresponsável.

Chegada a manhã da partida, preparam-se ambos para a viagem. A Mente com um mapa cuidadosamente estudado e planeado. O Coração, apenas com uma máquina fotográfica.

A Mente, apressada como sempre, caminhava com determinação, olhando de quando em vez para o relógio.

O Coração, por seu lado, tinha um passo lento. Tudo lhe chamava a atenção. O canto dos pássaros. O azul do céu. O brilho do sol sobre as árvores. O sorriso de alguém que passava a quem nunca deixava de cumprimentar. Acontecia ficar tão deslumbrado com tudo o que via, que se perdia do caminho. E depois era um sarilho para voltar à estrada. E isso acontecia vezes sem conta.

A Mente foi a primeira a chegar. Muito tempo depois, o Coração finalmente chegou. Quando se encontraram, o Coração perguntou à Mente se tinha reparado nas imensas maravilhas ao longo do caminho. A Mente não o tinha feito, pois estava demasiadamente preocupada em antever todos os perigos. Não tinha tempo para essas “futilidades”.

Discutiram violentamente. Irritados, acesos. Ambos com razão. Ambos sem dar o braço a torcer.

Até que falou a Voz que ambos procuravam com a sua viagem. E disse: “Vocês fizeram um longo caminho para chegar até aqui. Mas parece que não estão a conseguir entender-se. Assim, como querem que vos abra a porta?”.

O Coração e a Mente olharam-se em silêncio. Não tinham pensado nisso.

“Que fazemos, então?”, perguntaram em uníssono.

“Em primeiro lugar, têm de aprender a ouvirem-se. Só assim chegam a acordo.”

Mente e Coração olharam um para o outro de relance, nada convencidos.

Continuou a voz:

“Mente, não gostavas de te sentir mais calma?”.

“Sim”, respondeu ela, pensativa.

“Coração, não gostavas de te sentir mais organizado?”

“Sim”, admitiu o Coração.

“Então ajudem-se um ao outro para conseguirem aquilo que vos falta. Façam-no até estarem totalmente de acordo. Nessa altura, terei todo o gosto em abrir-vos a porta.”

Mente e Coração começaram então a falar. O Coração prometeu dizer à Mente todos os seus planos. O que queria fazer. O que gostava. Para onde queria ir. A Mente prometeu ajudar o Coração a refletir nessas escolhas e a conseguir obtê-las, com a ajuda do seu planeamento e organização. Afinal, ambos queriam o mesmo. E queriam muito: passar por aquela porta.

Estava então decidido. Deram um aperto de mão. Depois um abraço. E gostaram da forma como se sentiram.

Foi então que, mais unidos do que nunca, entraram confiantes pela porta finalmente aberta. A porta da Paz.

Mente e Coração alinhados levam sempre ao melhor de nós. A paz vem dessa cumplicidade que podemos sempre obter quando deixamos de nos julgar.

Uma Leitura da Aura pode ajuda-lo a estabelecer esta ligação com a sua vida. E o Coaching a manter-se no caminho. Enquanto o Reiki lhe dará a serenidade que necessitar ao longo da viagem.

Possa nesta semana que agora se aproxima, cada um de vós refletir sobre os seus conflitos internos. Notar qual a parte que está em esforço. Onde pode baixar a guarda. Onde precisa de ajuda. Dentro de nós, há tantos cenários. São muitas as histórias que podemos e devemos encontrar o final que melhor cumpre o nosso propósito maior: a Paz. Que seja ela o bastão da nossa semana e da nossa vida.

Abraços luminosos.

mal entendido

Quem nunca teve na sua vida um mal entendido? Diante de circunstâncias nem sempre claras, tiramos conclusões e agimos quase sem pensar. Porque temos necessidade de o fazer? Que razão pretendemos defender afinal? Para onde está a pender a nossa energia? Por que razão permitimos que eles aconteçam?

Os mal entendidos primam pela precipitação. Tiramos conclusões à luz dos nossos medos. Encontramos neles uma justificação para ideias que já formámos sobre nós e os outros. Acontece. Acontece a todos, como seres imperfeitos que graças a Deus somos. Mas em evolução, assim se espera.

À custa de mal entendidos, estragam-se relações. Tomam-se decisões muitas vezes impulsivas. Fechamo-nos nos nossos medos e sentimo-nos mais sozinhos do que nunca. Porque os mal entendidos guardam o sabor amargo da desilusão.

A verdade é que os mal entendidos acontecem por falta de esclarecimento. Existem três formas de lidar com um mal entendido:

1 – Partimos imediatamente para o ataque e batemos com a porta sem dar ao outro a hipótese de se explicar. As circunstâncias nem sempre são tão óbvias como parecem, mas ao optarmos pela decisão cega nunca chegaremos a saber. Nem nos parece importar. Haverá algum outro motivo que nos leva a tomar esta decisão?

2 – Enfrentamos a situação que muitas vezes é inconclusiva. Mas a falha do outro continua a parecer-nos imperdoável. Ficamos ofendidos, magoados e fechamos a porta. A pergunta que se impõe é a seguinte: Estaremos a ser demasiadamente intolerantes? Ou será aquele momento uma forma de despertarmos de uma ilusão? Só esclarecendo conseguimos saber.

3 – Enfrentamos a situação exatamente da mesma maneira que no ponto anterior. A diferença aqui é que conseguimos subir um degrau no mal entendido e encontrar o valor que o supera. Valerá a pena salvar aquela situação? Aquela relação? Se a resposta for sim, os dois lados conseguirão fazer as devidas cedências em nome de uma paz que se deseja conquistar. E aquilo que ficou magoado em si, inseguranças, medos, o que for, resolverá consigo mesmo mais tarde.

Ao termos consciência de que a intolerância que gera o mal entendido tem a ver essencialmente connosco, dá-nos a autonomia necessária para o resolver. Se o nosso coração quiser o afastamento, ele acontecerá na posse de todos os elementos. E isso fará toda a diferença.

Nestes últimos tempos, tive dois mal entendidos com uma amiga, ambos esclarecidos, após a inevitável mossa. O primeiro pareceu insignificante e por isso não demorou muito tempo a ser arrumado. O segundo aconteceu pouco tempo depois e foi um pouco mais grave. Compreendi as intenções dela depois de esclarecido aquilo que para mim parecia óbvio. Eu senti que os meus argumentos também estavam certos. Até mais certos. Mas entendi, entendemos ambas, que a amizade deveria estar acima de tudo. Procurei ir às intenções por detrás das atitudes. E encontrei a paz necessária para ultrapassar a situação. Mas o facto de termos tido dois mal entendidos quase de seguida, embora esclarecidos, fez-nos concluir que talvez não estivéssemos na mesma sintonia, mesmo gostando uma da outra. Então acabamos por nos afastar, mas com respeito e amizade. Sem raivas.

É claro que os mal entendidos deixam sempre uma ferida que nos deixará de sobreaviso. O mais saudável é procurar evitá-los na medida dos possíveis. Se acontecem, pode ser um sinal de que algo não está bem.

Uma Leitura da Aura pode ajudar nestes momentos. O Reiki a apaziguar um coração que possa estar magoado. E o Coaching a decidir o dia seguinte.

Seja qual for a sua situação, reflita primeiro. Vale a pena esclarecer a situação? A minha história com esta pessoa ou situação merece este esforço? Ou será que encaro o momento como um sinal para tomar uma decisão mais radical? Não há certos ou errados. Encontre apenas o caminho que lhe dê serenidade com a sua consciência. Então estará no caminho certo.

Abraços luminosos.